Ruy Ferraz estava jurado de morte desde 2005, diz secretário de Segurança Pública de São Paulo

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Exclusivo: informações que levaram à prisão de três suspeitos de planejar o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo O delegado aposentado e ex-secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, assassinado a tiros em Praia Grande, no litoral de São Paulo, estava jurado de morte havia quase 20 anos. A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública do estado, com base nas investigações que apontam que a motivação do crime foi vingança de integrantes do PCC presos pelo delegado ao longo da carreira. “Desde 2005 eu tinha ciência de que ele estava jurado de morte”, Osvaldo Nico, Secretário de Segurança Pública de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, três homens presos na última semana por envolvimento no assassinato fazem parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e já tinham sido presos em operações comandadas por Ruy Ferraz. LEIA TAMBÉM: Investigação revela novos detalhes sobre o assassinato do delegado Ruy Ferraz Osvaldo Nico, secretário de Segurança Pública de São Paulo. Reprodução/TV Globo/Fantástico Quatro meses separam o assassinato do ex-delegado das prisões realizadas pela polícia. As imagens do crime mostram Ruy Ferraz sendo fuzilado. Agora, a investigação detalha como o homicídio foi planejado e executado. Os presos são Fernando Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca; Manuel Ribeiro Teixeira, o Manuelzinho, irmão de Fernando; e Márcio Serapião de Oliveira, chamado de Velhote. Todos têm histórico criminal desde os anos 1990 e são apontados como ladrões de banco conhecidos no estado. Fernando Teixeira já foi condenado por roubos, sequestros e invasões de delegacias. Em 2006, liderou uma rebelião no presídio de Juqueirópolis e deixou a prisão em maio de 2024. Manuel acumula nove condenações, que somam 51 anos de prisão. Já Márcio Serapião atua no crime desde 1994, com passagens por tráfico, sequestros e roubos. Os três já haviam sido presos por equipes comandadas por Ruy Ferraz. Ruy Ferraz Fontes Reprodução/TV Globo Como a polícia chegou aos acusados De acordo com a polícia, o ponto de partida da investigação foi um carro carbonizado, usado na fuga e abandonado após o crime. No veículo, um Renegade furtado, foram encontradas impressões digitais de Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, preso em outubro. A partir daí, os investigadores descobriram que o carro passou por Jundiaí, a cerca de 200 metros da casa de Fernando Teixeira. Uma denúncia anônima revelou ainda que Fernando e Manuel se encontraram em um quiosque na praia de Mongaguá para planejar o assassinato. Em depoimento, Masquerano confirmou que participou da reunião com Humberto Alberto Gomes, apontado como um dos executores. Humberto usava o veículo que foi queimado após o crime e, segundo a polícia, fugiu para o Paraná, onde morreu em confronto com policiais. Em mensagens recuperadas de celulares apreendidos, os investigadores identificaram que ele cumpria ordens de Márcio Serapião, responsável pela logística do assassinato. Em uma das mensagens analisadas, Humberto destacou o papel central de Márcio no planejamento. “Tem que bater no velho, aí o velho que direciona. Tudo tem que passar pelo velho primeiro”, diz o texto. Pedro Luiz da Silva Moraes, conhecido como Chacal, é acusado de participar do planejamento da morte do delegado Ruy Ferraz. Reprodução/TV Globo/Fantástico Outro detalhe que chamou a atenção da polícia foi o endereço registrado na carteira de motorista de Fernando Teixeira: uma rua de São Caetano do Sul, a poucos metros de onde Ruy Ferraz morava. Um ano depois, o ex-delegado foi assassinado. Segundo os investigadores, essa é uma estratégia comum para monitorar a rotina da vítima sem levantar suspeitas. De acordo com os investigadores, Chacal, um dos acusados de planejar a morte de Ruy, integra a Sintonia Restrita, núcleo do PCC responsável por planejar assassinatos de autoridades. Um documento do Ministério Público interceptado pela polícia citava ordens contra o promotor Lincoln Gakiya e contra o próprio Ruy Ferraz. A defesa de Manuel Teixeira informou que aguarda acesso à investigação. Os advogados dos outros envolvidos não responderam. A polícia segue em busca de Chacal e de um outro suspeito ainda não identificado. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/01/20/ruy-ferraz-estava-jurado-de-morte-desde-2005-diz-secretario-de-seguranca-publica-de-sao-paulo.ghtml


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